"Seraphicus Patriarcha": Regra da Ordem Terceira Franciscana de 1978
Seraphicus Patriarcha
Pelo qual a santa sé aprova e confirma a Regra da Ordem Franciscana Secular

Paulo VI Papa
Para perpétua memória.
O
Seráfico Patriarca São Francisco de Assis, em vida e depois de sua preciosa
morte, atraiu não somente muitos para servirem a Deus na família religiosa que
fundara, mas arrastou também numerosos leigos que, permanecendo no mundo, se
agregaram às suas Ordens. Pois, para usarmos as palavras de Pio XI, Nosso
Predecessor, "parece... que jamais houve homem algum em quem brilhasse
mais viva a imagem de Jesus Cristo e em quem fosse mais semelhante a forma
evangélica de viver do que em Francisco. Por isso, ele, que se havia denominado
o "Arauto do Grande Rei", foi com razão proclamado um "Outro
Cristo", por se ter apresentado aos contemporâneos e aos séculos futuros
como um Cristo redivivo; como tal ele vive ainda hoje aos olhos dos homens e
continuará a viver por todas as gerações futuras" (Enc. Rite Expiatis,
30.4.1926; AAS 18, 1926, p. 154). Alegramo-nos, portanto, porque o
"carisma franciscano" conserva vigor ainda hoje, para o bem da Igreja
e da comunidade humana, apesar do serpejar de doutrinas acomodatícias e do
crescimento de tendências que afastam os homens de Deus e das coisas
sobrenaturais.
Com louvável esforço e um trabalho comum, as quatro Famílias Franciscanas, pelo
espaço de um decênio, se empenharam para elaborar uma nova Regra da Ordem
Terceira Secular ou, como agora é chamada, da Ordem Franciscana Secular. Isso
pareceu necessário devido às novas condições dos tempos e porque o Concílio
Ecumênico Vaticano II salutarmente publicou preceitos e sugestões pertinentes a
este assunto.
Por isso, os diletos filhos Ministros Gerais das quatro Ordens Franciscanas nos
manifestaram o pedido de aprovarmos a Regra assim preparada. Nós, seguindo o
exemplo de alguns de Nossos Predecessores, dos quais Leão XIII o fez por
último, decidimos, de boa vontade, aceder a esses pedidos. Dessa maneira, Nós,
confiando que a forma de vida pregada por aquele admirável Homem de Assis,
receberá um novo impulso e florescerá com vigor, depois de ter consultado a
Sagrada Congregação para os Religiosos e os Institutos Seculares, que examinou
diligentemente o texto apresentado, tendo ponderado tudo atentamente, com
segura ciência e madura deliberação Nossa, aprovamos e confirmamos, com Nossa
Apostólica Autoridade, em virtude destas Letras, a Regra da Ordem Franciscana
Secular e lhe acrescentamos o vigor da Sanção Apostólica, contanto que concorde
com o exemplar conservado no arquivo da Sagrada Congregação para os Religiosos
e os Institutos Seculares, cujas primeiras palavras são "Inter spirituales
familias, e as últimas "ad norman Constitutionum petenda".
Simultaneamente, por estas Letras e por Nossa autoridade ab-rogamos a anterior
Regra da Ordem Terceira Franciscana Secular, como era chamada. Estabelecemos,
finalmente, que estas Letras permaneçam firmes e atinjam plenamente seus
efeitos, agora e no futuro, não obstante qualquer coisa em contrário.
Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o anel do Pescador, no dia 24 do mês de
junho de 1978, décimo sexto ano do Nosso Pontificado.
JOÃO CARD. VILLOT
Secretário de Estado
Na Secretaria de Estado, Arqu. n. 352241
REGRA DA ORDEM FRANCISCANA SECULAR
PRÓLOGO - EXORTAÇÃO DE SÃO FRANCISCO AOS IRMÃOS E IRMÃS SOBRE A PENITÊNCIA
Em nome do Senhor!
Dos que fazem penitência
Todos os que amam o Senhor, "de todo coração, de toda a alma e de toda a
mente, com todas as suas forças" (Mc 12,30) e "amam o seu próximo
como a si mesmos" (Mt 22,39), e odeiam o próprio corpo com seus vícios e
pecados, e que recebem o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e fazem
dignos frutos de penitência: quão felizes são estes e estas que assim agirem e
perseverarem até o fim, porque "sobre eles repousará o Espírito do
Senhor" (Is 11,2) e Ele fará neles sua habitação e sua "morada"
(Jo 14,23), e eles são filhos do Pai celestial (Mt 5,45) cujas obras fazem e
são esposos, irmãos e mães de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 12,50).
Somos esposos, quando a alma fiel está unida a Nosso Senhor Jesus Cristo pelo
Espírito Santo.
Somos seus irmãos, quando fazemos "a vontade do Pai, que está nos
céus" (Mt 12,50). Somos mães, quando o trazemos em nosso coração e em
nosso corpo (lCor 6,20) pelo amor divino e por uma consciência pura e sincera;
e o damos à luz pelas obras santas que, pelo exemplo, devem ser luz para os
outros (Mt 5,16).
Como é honroso ter no céu um Pai santo e grandioso! Como é santo ter um tal
esposo, consolador, belo e admirável Como é santo e como é amável ter um tal
irmão e um tal filho agradável, humilde, pacífico, doce, amorável e sobre todas
as coisas desejável: Nosso Senhor Jesus Cristo que entregou sua vida por suas
ovelhas (Jo 10,15) e por nós orou ao Pai, dizendo: "Pai santo, guarda-os
em teu nome (Jo 17,11), os que me deste no mundo; eram teus, mas tu m’os deste
(Jo 17,6). E as palavras que me deste, eu as dei a eles e as receberam e creram
em verdade que saí de ti e conheceram que tu me enviaste" (Jo 17,8). Rogo
por eles, "não pelo mundo" (Jo 17,9). Abençoa-os e
"santifica-os" (Jo 17,17) e "por eles eu próprio me
santifico" (Jo 17,19). "Não rogo somente por eles, mas também por
quantos hão de crer em mim mediante a palavra deles (Jo 17,20), para que sejam
santificados na unidade (Jo 17,23), como nós" (Jo 17,11). "Pai, quero
que, onde eu estou, eles estejam comigo para que vejam a minha glória (Jo
17,24) no teu reino" (Mt 20,21). Amém.
Dos que não fazem penitência
Todos aqueles e aquelas que não vivem em espírito de penitência e não recebem o
Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, e praticam vícios e pecados, e
caminham atrás da má concupiscência e dos maus desejos da sua carne e não
cumprem o que prometeram ao Senhor e com seu corpo servem ao mundo, aos desejos
carnais, às solicitudes deste mundo e às preocupações desta vida: dominados
pelo demônio, do qual são filhos e cujas obras praticam (Jo 8,41), estão cegos,
porque não reconhecem a verdadeira luz, Nosso Senhor Jesus Cristo. Não possuem
a sabedoria espiritual porque não têm o Filho de Deus, que é a verdadeira
sabedoria do Pai; dos quais está escrito: "A sabedoria deles foi
devorada" (S1 106,27) e: "Malditos os que se afastam dos teus
mandamentos" (S1 118,21).
Percebem e reconhecem, têm consciência e praticam o mal e perdem
deliberadamente suas almas. Reparai, ó cegos, iludidos por vossos inimigos:
pela carne, pelo mundo e pelo demônio; porque é agradável ao corpo praticar o
pecado, e amargo fazê-lo servir a Deus, porque todos os vícios e pecados
"saem do coração do homem e de lá procedem" como diz o Senhor no
Evangelho (Mc 7,21).
E nada tendes de bom neste mundo, nem no futuro. E julgais possuir por longo
tempo as coisas deste mundo, mas estais enganados, porque virá o dia e a hora
na qual não pensais, que desconheceis e ignorais. 0 corpo adoece, a morte se
avizinha e assim o homem morre de uma morte infeliz. E onde, quando e de tal
modo como venha a morrer um homem em pecado mortal, sem penitência e reparação
- e ele pôde fazer penitência mas não a fez o demônio lhe arranca a alma do
corpo sob tal angústia e medo, que ninguém é capaz de conhecer, senão aquele
próprio que o experimenta. E ser-lhes-ão tirados (cf. Lc 18; Mc 4 25) todos os
talentos e os poderes e a ciência e a sabedoria (2Cr 1,12) que julgavam
possuir. E deixam os seus bens parentes e aos amigos e depois que estes se
apoderam deles e os distribuíram entre si disseram: Maldita seja a sua alma,
porque pôde ter dado e ganho mais para nós do que aquilo que conseguiu. 0
corpo, comem-no os vermes e assim eles perderam o corpo e a alma neste mundo
passageiro, e irão para o inferno, onde serão atormentados para sempre.
Ao conhecimento de todos quantos chegar esta carta, rogamos, por aquele amor
que é Deus (1Jo 4,16), que recebam benignamente estas palavras odoríferas de
Nosso Senhor Jesus Cristo. E os que não sabem ler, façam-nas ler muitas vezes;
e guardem-nas na memória, pondo-as santamente em prática até o fim, pois elas
são "espírito e vida" (Jo 6,64). E os que não o fizerem, terão de
prestar "contas no dia do juízo" (Mt 12,36), "perante o
tribunal" de Nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 4,10).
Esser K., Opuscula S. Patris Francisci.
Editiones Colegii S. Bonaventurae, Ad Claras Aquas, Grottaferrata, 1978, pp.
108-112.
Capítulo I - A ORDEM FRANCISCANA SECULAR (OFS)
1. Entre as famílias espirituais, suscitadas pelo Espírito Santo na Igreja, a
Família Franciscana reúne todos aqueles membros do Povo de Deus, leigos,
religiosos e sacerdotes, que se sentem chamados ao seguimento do Cristo, à
maneira de São Francisco de Assis.
Por modos e formas diversas, mas em recíproca comunhão vital, eles querem
tornar presente o carisma do comum Pai Seráfico na vida e na missão da Igreja.
2. No seio da dita família, ocupa posição específica a Ordem Franciscana
Secular que se configura como uma união orgânica de todas as fraternidades
católicas espalhadas pelo mundo e abertas a todos os grupos e fiéis. Nelas, os
irmãos e as irmãs, impulsionados pelo Espírito a atingir a perfeição da
caridade no próprio estado secular, são empenhados pela Profissão a viver o
Evangelho à maneira de São Francisco e mediante esta Regra confirmada pela
Igreja’.
3. A presente Regra, após o "Memoriale Propositi" (1221) e após as
Regras aprovadas pelos Sumos Pontífices Nicolau IV e Leão XIII, adapta a Ordem
Franciscana Secular às exigências e expectativas da santa Igreja nestes tempos
de acentuadas mudanças. A sua interpretação compete à Santa Sé e a aplicação
será feita pelas Constituições Gerais e por Estatutos particulares.
Capítulo II - A FORMA DE VIDA
4. A Regra e a vida dos franciscanos seculares é esta: observar o Evangelho de
Nosso Senhor Jesus Cristo segundo o exemplo de São Francisco de Assis, que fez
do Cristo o inspirador e o centro da sua vida com Deus e com os homens".
Cristo, dom do Amor do Pai, é o caminho para Ele, é a verdade na qual o
Espírito Santo nos introduz, é a vida que Ele veio dar em superabundância’. Os
franciscanos seculares se empenhem, sobretudo na leitura assídua do Evangelho,
passando do Evangelho à vida e da vida ao Evangelho.
5. Os franciscanos seculares, portanto, procurem a pessoa vivente e operante do
Cristo nos irmãos, na Sagrada Escritura, na Igreja e nas ações litúrgicas. A fé
de São Francisco, que ditou estas palavras: "Nada vejo cor-poralmente
neste mundo do altíssimo Filho de Deus, senão o seu santíssimo Corpo e o
santíssimo Sangue", seja para eles a inspiração e o caminho da sua vida
eucarística.
6. Sepultados e ressuscitados com Cristo no Batismo, que os torna membros vivos
da Igreja, e a ela mais fortemente ligados pela Profissão, tornem-se
testemunhas e instrumentos da sua missão entre os homens, anunciando Cristo
pela vida e pela palavra.
Inspirados por São Francisco e com ele chamados a restaurar a Igreja,
empenhem-se em viver em comunhão plena com o Papa, os Bispos e os Sacerdotes,
promovendo um confiante e aberto diálogo de fecundidade e de riqueza
apostólicas.
7. Como "irmãos e irmãs da penitência""’, em virtude de sua
vocação, impulsionados pela dinâmica do Evangelho, conformem o seu modo de
pensar e de agir ao de Cristo, mediante uma radical transformação interior que
o próprio Evangelho designa pelo nome de "conversão", a qual, devido
à fragilidade humana, deve ser realizada todos os dias". Neste caminho de
renovação, o sacramento da Reconciliação é sinal privilegiado da misericórdia
do Pai e fonte de graças.
8. Assim como Jesus foi o verdadeiro adorador do Pai, façam da oração e da
contemplação a alma do próprio ser e do próprio agir’. Participem da vida
sacramental da Igreja, principalmente da Eucaristia, e se associem à oração
litúrgica em uma das formas propostas pela mesma Igreja, revivendo assim os
mistérios da vida de Cristo.
9. A Virgem Maria, humilde serva do Senhor, disponível à sua palavra e a todos
os seus apelos, foi cercada por Francisco de indizível amor e foi por elo
designada Protetora e Advogada da sua família"’. Que os franciscanos
seculares testemunhem a Ela seu ardente amor pela imitação de sua
incondicionada disponibilidade e pela prática de uma oração confiante e
consciente’’.
10. Unindo-se à obediência redentora de Jesus que depôs sua vontade nas mãos do
Pai, cumpram fielmente as obrigações próprias da condição de cada um nas
diversas situações da vida, e sigam o Cristo, pobre e crucificado,
testemunhando-o, mesmo nas dificuldades e perseguições’.
11. Cristo, pondo toda a sua confiança no Pai, embora apreciasse atenta e
amorosamente as realidades criadas, escolheu para Si e para sua Mãe uma vida
pobre e humilde’; assim, os franciscanos seculares procurem, no desapego e no
uso, um justo relacionamento com os bens temporais, simplificando as próprias
exigências materiais; estejam, pois, conscientes de que, segundo o Evangelho,
são administradores dos bens recebidos em favor dos filhos de Deus.
Assim, no espírito das "Bem-aventuranças", se esforcem para purificar
o coração de toda inclinação e avidez de posse e de dominação, como
"peregrinos e forasteiros" a caminho da casa do Pai.
12. Testemunhas dos bens futuros e empenhados pela vocação abraçada em adquirir
a pureza do coração, desse modo tornar-se-ão livres para o amor de Deus e dos
irmãos.
13. Assim como o Pai vê em cada ser humano os traços do seu Filho, Primogênito
entre muitos irmãos, os franciscanos seculares acolham todos os homens com
espírito humilde e benevolente, como um dom do Senhor e imagem de Cristo.
O sentido da fraternidade os tornará dispostos a igualar-se com alegria a todos
os homens, especialmente aos mais pequeninos, para os quais procurarão criar
condições de vida dignas de criaturas remidas por Cristo’’’.
14. Chamados, juntamente com todos os homens de boa vontade, a construírem um
mundo mais fraterno e evangélico para a realização do Reino de Deus e
conscientes de que "quem segue a Cristo, Homem perfeito, também se torna
mais homem", assumam as próprias responsabilidades com competência e em
espírito cristão de serviço.
15. Estejam presentes pelo testemunho da própria vida humana, bem como por
iniciativas corajosas, quer individuais quer comunitárias, na promoção da
justiça, particularmente no âmbito da vida pública, comprometendo-se com opções
concretas e coerentes com sua fé.
16. Estimem o trabalho como um dom e como participação na criação, na redenção
e no serviço da comunidade humanas.
17. Em sua família vivam o espírito franciscano de paz, de fidelidade e de
respeito à vida, esforçando-se para fazer dela o sinal de um mundo já renovado
em Cristo.
Os esposos, em particular, vivendo as graças do matrimônio, testemunhem, no
mundo, o amor de Cristo por sua Igreja. Mediante uma educação cristã simples e
aberta de seus filhos, atentos à vocação de cada um, caminhem alegremente com
eles em seu itinerário humano e espiritual.
18. Tenham, além disso, respeito pelas outras criaturas, animadas e inanimadas,
que "do Altíssimo trazem um sinal" e procurem, com afinco, passar da
tentação de sua exploração ao conceito franciscano da fraternidade universal.
19. Como portadores de paz e lembrando-se de que ela deve ser construída
incessantemente, procurem os caminhos da unidade e dos entendimentos fraternos
mediante o diálogo, confiantes na presença do germe divino que existe no homem
e na força transformadora do amor e do perdão. :Mensageiros da perfeita
alegria, procurem, em qualquer circunstancia, levar aos outros a alegria e a
esperança.
Inseridos na Ressurreição de Cristo, que dá o verdadeiro sentido à Irmã Morte,
encaminhem-se serenamente ao encontro definitivo com o Pai.
Capítulo III - A VIDA EM FRATERNIDADE
20. A Ordem Franciscana Secular se articula em Fraternidades de vários níveis:
local, regional, nacional e internacional, que têm na Igreja a sua própria
personalidade moral’. Essas Fraternidades dos diversos níveis estão coordenadas
e ligadas entre si segundo a norma desta Regra e das Constituições.
21. Nos diversos níveis, cada Fraternidade é animada e conduzida por um
Conselho e um Ministro (ou Presidente) que são eleitos pelos Professos, de
acordo com as Constituições". Seu serviço, que é temporário, é um cargo de
disponibilidade e de responsabilidade em favor de cada membro e dos grupos.
As Fraternidades, internamente, se estruturam de modo diverso, de acordo com as
Constituições, segundo as variadas necessidades dos seus membros e das suas
regiões, sob a moderação do respectivo Conselho.
22. A Fraternidade local deve ser erigida canonicamente, e assim ela se torna a
célula primeira de toda a Ordem e um sinal visível da Igreja, comunidade de
amor. Ela deverá ser o ambiente privilegiado para desenvolver o sentido
eclesial e a vocação franciscana e ainda para animar a vida apostólica de seus
membros.
23. Os pedidos de admissão à Ordem Franciscana Secular são apresentados a uma
Fraternidade local, cujo Conselho decide sobre a aceitação dos novos irmãos.
A incorporação na Fraternidade se realiza mediante um período de iniciação, um
tempo de formação de, ao menos, um ano e pela Profissão da Regra. Em tal
itinerário gradual está empenhada toda a Fraternidade, também no seu modo de
viver. Quanto à idade para a Profissão e ao sinal distintivo franciscano, é
assunto a ser regulado pelos Estatutos.
A Profissão, por sua natureza, é um compromisso perpétuo’".
Os membros que se encontrem em dificuldades particulares, cuidarão de tratar
dos seus problemas com o Conselho em diálogo fraterno. 0 afastamento ou a
exclusão definitiva da Ordem, se realmente necessária, é ato de competência do
Conselho da Fraternidade, de acordo com a norma das Constituições.
24. Para fomentar a comunhão entre os membros, o Conselho organize reuniões
periódicas e encontros freqüentes, inclusive com outros grupos franciscanos,
especialmente de jovens, adotando os meios mais apropriados para um crescimento
na vida franciscana e eclesial, estimulando cada um à vida de
fraternidade"". Uma tal comunhão prossegue com os irmãos falecidos
mediante o oferecimento de sufrágios por suas almas".
25. Para as despesas que ocorrem na vida da Fraternidade e para as necessárias
às obras do culto, do apostolado e da caridade, todos os irmãos e irmãs
ofereçam uma contribuição na medida de suas próprias possibilidades. Cuidem as
Fraternidades locais de contribuir, por sua vez, para saldar as despesas dos
Conselhos das Fraternidades de grau superior".
26. Em sinal concreto de comunhão e de co-responsabilidade, os Conselhos, nos
diversos níveis, de acordo com as Constituições, solicitarão aos Superiores das
quatro Famílias Religiosas Franciscanas, às quais desde séculos a Fraternidade
Secular está ligada, religiosos idôneos e preparados para a assistência
espiritual.
Para favorecer a fidelidade ao carisma e a observância da Regra e para se ter
maiores auxílios na vida da Fraternidade, o Ministro ou Presidente, de acordo
com seu Conselho, seja solícito em pedir, periodicamente, a visita pastoral aos
competentes Superiores religiosos e também a visita fraterna aos responsáveis
de nível superior, segundo as Constituições.
"E todo aquele que isto observar,
seja repleto no céu da bênção
do altíssimo Pai, e seja, na terra,
cumulado com a bênção do seu
dileto Filho, juntamente com o
santíssimo Espírito Paráclito."
(Bênção de São Francisco, do Testamento)
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