Digressões e Meditações do Dia
As nuvens cinzas ou o azul bucólico vez ou outra são interrompidos pela passagem de uma ou outra ave que desta janela posso avistar com abundância e facilidade. Quando há um sopro de vento, as copas das árvores logo se agitam, e nesse ritmo as horas se perdem e os dias passam. Assim é há muitos anos, e na minha vez também não haveria de ser diferente.
Quando por descuido baixo a guarda e me pego desprevenido, me vejo com a mente uma vez mais a se dispersar, para além das árvores, pairando com a mesma liberdade que os pequenos passarinhos, e ao retornar, cá estou. Do mesmo modo que antes, divagando sobre aves, céus, árvores e sabe-se lá mais o que… Coisas essas que não possuem mais valor algum e em algum momento também hão de ceder a sua vez a algo que se julgue de maior valor.
Redijo este texto aos 17 de outubro de 2025.

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